Por mais que obviamente o recente documentário disponibilizado no netflix de produção americana sobre Cuba não seja neutro, é possível traçar algumas considerações à título de reflexão sobre ele.
Primeiramente, a enorme diferença de um governo dito não democrático, mas com imenso apoio popular (até porque caso contrário não se sustentaria tanto tempo, já que oriundo de uma revolução de baixo para cima), pode se diferenciar da experiência totalitária que tivemos no Brasil. Só pelo modo que ambos os governos lidavam com as críticas já se pode verificar uma brutal diferença.
O carisma de Fidel era impressionante o que fica demonstrado com a comoção do povo no momento de seu falecimento.
Talvez seja esse o grande legado de uma revolução: produzir no povo um sentimento de empoderamento e de poder conduzir sua própria história soberanamente.
Dá pra se fazer um paralelo com a revolução farroupilha que por mais não tenha sido exitosa no seu objetivo final legou talvez valores de esperança e de um certo despertar de uma autonomia.