Elogio da dialética

A injustiça avança hoje a passo firme;
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

Bertolt Brecht


segunda-feira, 12 de março de 2018

Haverá justiça no modo de produção capitalista?



Interessante a palestra sobre a segurança pública proferida pelo professor da USP Alysson Mascaro (https://www.youtube.com/watch?v=S-3NfMKO2IA), explicando didaticamente que a segurança pública, assim como as outras estruturas de poder, servem, principalmente para manter a ordem do modo de produção capitalista (assim como antes servia para manter a ordem de produção escravista e depois feudal). Eventualmente, o Direito encontra a justiça em seu sentido mas filosófico.
Porém é da essência do capitalismo a existência de classes e a exploração do homem pelo homem, de modo que se a segurança pública se ocupar apenas dos ditos crimes do andar de cima, inviabiliza, segundo o professor, o próprio sistema econômico atual, com perdas de emprego e outras consequências nefastas.

Dessa forma, pode-se concluir que é da própria essência do capitalismo a corrupção...

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