Elogio da dialética

A injustiça avança hoje a passo firme;
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

Bertolt Brecht


quinta-feira, 14 de julho de 2016


Te namorar é
Dormir de conchinha, fazendo do outono a mais florida primavera
É caminhar descalço pela praia , sentindo a liberdade diante da imensidão do mar 

É sentir teu perfume, acalmando minha pressa na mais eficaz terapia do amor

É acordar ao amanhecer, contemplando a perfeição da natureza pelo canto dos pássaros

É ver em ti meu cais e minha vida sendo um rio em direção ao mais belo destino

É ressignificar o que aparentemente não faz sentindo, perdendo a noção do tempo e espaço em cada beijo e carinho

É sentir saudade antes de estar longe

É fazer parecer irracional a razão frente à emoção,

É se perder num labirinto sem querer voltar, saboreando o que a vida tem de melhor






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