Elogio da dialética

A injustiça avança hoje a passo firme;
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

Bertolt Brecht


quinta-feira, 14 de julho de 2016


Sempre é bom ouvir o que tem a dizer Mário Sérgio Cortella ainda mais em tempos como o que estamos vivendo. Esta palestra é baseada em um livro, chamado "Qual é a tua obra", indicado por Tiago Mattos no bate papo com Murilo Gun sobre futurismo e criatividade que assisti ontem. Os debatedores estudaram na Singularity, uma universidade criada numa parceria entre a Nasa e o Google. Um dos critérios da seleção seria o potencial de o aluno, sob a ótica da escola, impactar um bilhão de pessoas em 10 anos. Um dos pensamentos do livro: "Conheço muitos que não puderam, quando deviam, porque não quiseram quando podiam."
François Rabelais. Vale muito o tempo investido.

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