Elogio da dialética

A injustiça avança hoje a passo firme;
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

Bertolt Brecht


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Progressista e conservador? Falta o Regressista. 
Vejo muitos confundirem o conservador com o regressista. Explico, exemplificando. Sob a ótica de um defensor da simples aplicação da Constituição Federal de 1988, por exemplo, para o tempos atuais, pode ser considerado um conservador (dadas as circunstâncias, pode-se enquadrar também este conservador como um progressista). Quanto ao regressista, todo o oposto. Não aceita os avanços trazidos pela Constituição, querendo que voltem situações, às vezes, indiscutivelmente, retrógradas. O progressista, este sim, não se conforma nem com aquilo que está na Constituição, almejando sempre a evolução normativa e/ou dos costumes...

Nenhum comentário:

Postar um comentário