“Se você não tiver sensibilidade para perceber a limitação do outro, não terá para perceber a sua própria. Cada um de nós tem limitações e temos que enfrentá-las todos os dias. A minha é de não andar, a do outro, talvez, seja de não conseguir pegar algum objeto com as mãos ou ainda não saber se concentrar. Cada um, integrando a humanidade, está aqui para evoluir. E devemos auxiliar um ao outro. Precisamos muito desse ‘despertar’ de saber olhar para o outro com sensibilidade, com amor". http://www.cantinhodoscadeirantes.com.br/2016/07/professora-paraplegica-acredita-na.html?m=1
Analisando a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência e o Estatuto da Pessoa com Deficiência que completa um ano de
vigência em janeiro de 2017, comecei a refletir sobre uma ideia que, para
muitos pode parecer óbvia, para outros nem tanto: um deficiente pode ter uma
percepção melhor da realidade do que alguém tido como não deficiente na acepção
dada pela lei.
Um cego pode perceber a realidade melhor que alguém que
enxerga normalmente. Um cadeirante pode ter uma sensibilidade para situações difíceis
muito maior que alguém não passou por tantas dificuldades/necessidades pela
vida. Um deficiente mental pode analisar uma obra de arte de uma forma
totalmente inovadora por não ter compromisso consciente com a aceitação social.
Mais, a inclusão de uma pessoa nesta condição tem uma grande
probabilidade de contribuir ao seu meio social, corrigindo uma deficiência do
olhar de alguém tido como normal, já que, por ter uma experiência diferente,
poderá notar determinada situação que ninguém vê ou percebe.
Talvez chegue-se à conclusão que todos, sem nenhuma exceção,
podem se enquadrar em alguma deficiência no seu sentido amplo (intelectual,
moral, físico etc).
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